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Economia

Inadimplência cai em fevereiro no RN e abre espaço para consumo

Dinheiro Sandro Menezes

O percentual de famílias com contas em atraso no Rio Grande do Norte apresentou queda expressiva em fevereiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Instituto Fecomércio RN (IFC). A taxa de inadimplência ficou em 29,9%, recuo de 7,9 pontos percentuais em relação a fevereiro de 2025.  

Por sua vez, o nível de endividamento permanece elevado: 84,6% das famílias potiguares têm algum tipo de dívida. Este cenário reduz a margem para novas compras a prazo, o que exige que varejistas reforcem análises de risco e busquem alternativas ao mercado financeiro, como crédito próprio e alternativas de baixo custo para o consumidor, como o parcelado sem juros. 

Segundo o IFC, a queda da inadimplência está relacionada principalmente à reorganização financeira das famílias, favorecida por pagamentos de início de ano, renegociação de débitos e maior cautela no uso do crédito. Ao mesmo tempo, o cenário de renda ainda pressionada mantém o endividamento em patamar elevado. 

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, os números mostram um movimento importante de recuperação da capacidade de pagamento das famílias potiguares. “O Rio Grande do Norte apresenta um cenário em que o endividamento segue elevado, mas a inadimplência recua de forma significativa, indicando esforço das famílias para reorganizar suas finanças e regularizar dívidas”, afirmou. 

Impactos para o comércio e crédito 

Para o mercado, a combinação de inadimplência em retração e endividamento amplo traz efeitos diferentes. Por um lado, a regularização de atrasos tende a abrir espaço para um aumento moderado do consumo, beneficiando especialmente o comércio de bens duráveis e o setor de serviços que trabalham com parcelamento. Por outro, o elevado percentual de famílias com dívidas reduz a margem para novas compras a prazo, o que exige que varejistas e instituições financeiras ajustem limites de crédito, reforcem análises de risco e priorizem ofertas de curto prazo e ticket menor para evitar aumento de inadimplência futura.  

Além disso, o Instituto Fecomércio RN indica oportunidades e cuidados práticos: lojistas podem explorar ações de renegociação e pacotes promocionais que elevem o giro sem alongar demais o parcelamento; serviços e pequenos negócios devem reforçar fluxos de caixa e estoques para aproveitar eventual aumento de demanda; e prestadores de crédito têm espaço para desenvolver produtos de cobertura e parcelamentos controlados que reduzam perdas. 

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