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Lembra deles? Veja 10 clubes que tiveram o seu momento e sumiram do mapa do futebol brasileiro

Foto: Reprodução/ChatGPT

O Oeste é o mais novo time extinto do futebol brasileiro. As duas versões rubro-negras do clube, nas cidades de Itápolis e Barueri, já ficaram no passado, após a criação do azulino Osasco Sporting.

A matéria é do ge. O finado Rubrão entra para o museu de tradicionais times brasileiros que fecharam as portas. Alguns encerraram as atividades permanentemente, enquanto outros estão inativos há anos, mas têm chances de voltar a disputar partidas em algum momento.

Neste misto de saudade e nostalgia, o ge lista dez clubes com passado, mas sem presente e sem perspectiva de futuro.

Grêmio Barueri-SP (acabou)

Fundado em 1989, o Grêmio Barueri teve veloz ascensão no Campeonato Paulista e no Brasileirão. Em 2007, disputou a elite estadual pela primeira vez. Nacionalmente, conquistou dois acessos em 2006 e 2008 e chegou à Série A em 2009.

O clube, que marcou época com nomes como Pedrão, Val Baiano, Ralf, Fernandinho, Thiago Humberto, entre outros, começou a viver seus primeiros momentos de crise em 2008, quando se tornou um clube-empresa. Um racha entre os proprietários e a administração pública da cidade levaram o Grêmio Barueri a trocar de cidade e se instalar em Presidente Prudente em 2010, ano em que o clube acabou sedo rebaixado no Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, nova queda, desta vez no Paulistão. Em 2012, a venda para um empresário de Barueri recolocou o time na cidade.

A derrocada continuou, com rebaixamentos sucessivos no Paulistão e no Brasileiro. A última partida oficial foi em 2016, quando disputou a Série A3 do Paulista. Desde então, se licenciou e fechou as portas. Em 2021, o clube chegou a contratar o ex-BBB Hadson Nery para voltar a disputar a última divisão estadual, mas acabou fora da disputa.

É importante destacar que o Grêmio Barueri não tem nenhuma relação com o Oeste e nem com o atual Grêmio Prudente (que foi fundado como Oeste Paulista).

15 de Campo Bom-RS (inativo)

Fundado em 1911, o 15 de Novembro de Campo Bom chocou o país na Copa do Brasil de 2004, quando chegou à semifinal, eliminando até o Vasco no meio do caminho. Comandado pelo jovem Mano Menezes, tinha feras como Dauri (ex-Grêmio, artilheiro daquela edição) e Perdigão (ex-Inter). Perdeu na semi para o Santo André, que seria o campeão.

O time também foi vice-campeão gaúcho três vezes em 2002, 2003 e 2005. Após isso, o clube passou por diversos problemas financeiros e fez seu último jogo oficial em 2008. Desde então, chegou a ensaiar retomadas, mas fechou de vez o departamento de futebol profissional em 2015. A instituição segue ativa com outras modalidades esportivas.

Grêmio Esportivo Novorizontino-SP (acabou)

Não confunda. O Grêmio Novorizontino, que disputa o Paulistão e a Série B do Brasileiro, não é o mesmo clube que o Grêmio Esportivo Novorizontino, que foi vice-campeão no Paulistão de 1990, na histórica final caipira contra o Bragantino. Aquele time também foi campeão da Série C em 1994.

O atual foi fundado em 2010 e tem (quase) o mesmo nome, as mesmas cores, o mesmo mascote e até o mesmo investidor que o extinto clube. O escudo é quase idêntico, mas tem pequeníssimas diferenças, como a data de fundação e a remoção do "Esportivo" do nome.

Os CNPJs, porém, são diferentes. O antigo Novorizontino foi fundado em 1973 e decretou falência em 1999.

Mogi Mirim-SP (inativo)

Com uma história de quase 100 anos, o Mogi Mirim já foi uma das grandes forças do interior paulista. Na década de 1990, o Sapão, dirigido pelo falecido Oswaldo Alvarez, ficou conhecido como "Carrossel Caipira" como ninguém menos que o pentacampeão Rivaldo - à época, um jovem promissor.

O clube ainda viveu bons momentos na década passada. Depois de ficar eternizado como primeiro time a sofrer um gol de Neymar, em 2009, o Mogi Mirim conquistou o Troféu do Interior, em 2012, chegou à semifinal do Paulistão do ano seguinte e ainda disputou a Série B em 2015. A partir de então, porém, foram seis rebaixamentos em um período de oito anos.

Rivaldo chegou a ser presidente do Mogi Mirim e deixou o clube anos depois com mais de R$ 12 milhões a receber, valor contestado na Justiça até os dias de hoje. O Sapão enfrenta mais de 100 ações na Justiça avaliadas em quase R$ 10 milhões, situação que levou à penhora e até determinação de leilão do estádio Vail Chaves.

Em 2023, o Mogi o caiu para a última divisão estadual e, depois disso, sequer chegou a disputar uma partida profissional.

Salgueiro-PE (inativo)

Única equipe do interior a conquistar o Campeonato Pernambucano, o Salgueiro vai completar três anos sem disputar uma partida oficial em 2026.

O clube fundado no início dos anos 1970 chegou a disputar a Série B no início da década passada e teve sua melhor campanha na Copa do Brasil em 2013, quando alcançou as oitavas de final. Mas o Carcará viveu o ápice mesmo em 2020, com o título estadual conquistado diante do Santa Cruz em pleno Arruda.

Os anos seguintes, porém, marcariam um período triste na história do clube. Em abril de 2023, o clube sertanejo seria eliminado pelo Retrô em sua décima semifinal consecutiva de Campeonato Pernambucano.

No ano seguinte, afundado em uma grave crise financeira, o Salgueiro abriu mão de disputar o estadual. O clube ensaiou o retorno às divisões de acesso do Campeonato Pernambucano em temporadas anteriores e, mais uma vez, iniciou o ano com a promessa de concretizar a volta. Resta esperar para ver.

Guaratinguetá-SP (acabou)

Fundado em 1998, o Guaratinguetá teve ascensão e queda rápidas, na mesma proporção. O auge foi em 2008, quando foi semifinalista do Paulistão, garantindo a classificação para a Copa do Brasil do ano seguinte.

Em 2010, chegou a mudar de sede para Americana, também no interior paulista, seis anos depois de virar LTDA (empresa). A equipe do Vale do Paraíba fechou as portas após a falência em 2017.

Atlético Sorocaba-SP (inativo)

Clube dos primórdios da carreira de Fernando Diniz como técnico, o Atlético Sorocaba vai completar em 2026 nada menos que 10 anos de inatividade. O Galo disputou sua última partida oficial em 3 abril de 2016, quando foi rebaixado à Série A3 do Campeonato Paulista, e se licenciou logo em seguida.

Fundado em 1991, o Atlético viveu uma grande arrancada a partir da virada do milênio com a compra pelo reverendo Sun Myung Moon, idealizador da Igreja da Unificação e Paz, um amante do futebol. De propriedade do líder religioso, o clube chegou à elite estadual, conquistou a Copa Paulista e chegou a excursionar pela Coreia do Norte, como "seleção brasileira".

A morte de Moon, em 2012, foi um novo ponto de virada, desta vez negativo. Tanto a família do reverendo quanto a liderança da igreja não demonstram interesse em investir no futebol. Duro golpe para um clube que, em 23 anos, disputou a elite do Paulistão quatro vezes (2004, 2005, 2013 e 2014), além de uma aparição na Copa do Brasil e dez participações na Série C nacional.

O moderno CT do clube, no interior paulista, até chegou a alojar a delegação da Argélia durante a Copa do Mundo de 2014. Hoje, o espaço é a única fonte de renda do clube, que nas palavras do próprio vice-presidente, José Rodrigues, só se mantém "até os donos decidirem o que vão fazer com ele".

Pinheiros e Colorado-PR (acabaram)

Pinheiros e Colorado foram dois times tradicionais da cidade de Curitiba, ambos fundados em 1971. Apesar da trajetória curta, os dois conquistaram títulos do Campeonato Paranaense. O Pinheiros foi bicampeão em 1984 e 1987, enquanto o Colorado levantou a taça em 1980.

Os times fizeram uma fusão em 1989, se extinguiram e proporcionaram a fundação do Paraná Clube, que se beneficiou bastante de um patrimônio farto e de uma boa estrutura. A equipe tricolor se transformou em uma das três grandes do estado, conquistando sete títulos paranaenses e disputando até a Libertadores em 2007.

Linhares EC (acabou)

Desconhecido pela maior parte do público, principalmente por quem começou a acompanhar o futebol há menos de 20 anos, o Linhares Esporte Clube teve uma curta - porém marcante - trajetória. Fundado em 1991 a partir da fusão de dois clubes da cidade de mesmo nome, no Espírito Santo, o Corujão se fez ao longo da década.

Tetracampeão estadual (1993, 1995, 1997 e 1998), o Linhares rivalizou com a Desportiva Ferroviária no estado e teve como resultado mais expressivo a chegada à semifinal da Copa do Brasil de 1994, na qual acabou eliminado pelo Ceará. A equipe chegou despachar ninguém menos que o Fluminense ao longo da trajetória.

Após a virada do milênio, porém, os problemas de gestão levaram ao rebaixamento para a segunda divisão Capixaba, seguido pela extinção, que aconteceu em 2002. Antes disso, um novo Linhares (Futebol Clube) chegou a surgir e existe até atualmente, tendo sido campeão estadual em 2007. As equipes, porém, não têm nenhuma correlação.

JMalucelli-PR (acabou)

A história do JMalucelli foi escrita ao longo de pouco mais de duas décadas, período em que o clube ostentou três nomes diferentes: iniciou como Malutrom antes de receber o sobrenome da família dona do time e, por três anos, em uma parceria, chegou a se chamar Corinthians Paranaense.

Em sua curta trajetória, o Jotinha venceu um Campeonato Paranaense da Segunda Divisão, mas seu auge foi em 2000, quando conquistou o Módulo Verde e Branco (equivalente à Série C) da Copa João Havelange e enfrentou o Cruzeiro nas oitavas de final. Mesmo eliminado pela Raposa, conquistou em campo o direito de jogar a Série B do Brasileiro em 2001. Na temporada seguinte, porém abriu mão de participar por questões financeiras.

Em 2009, primeiro ano da parceria com o Timão, foi vice-campeão paranaense. O acordo com o Corinthians chegou ao fim em 2012 e, cinco anos mais tarde, o JMalucelli (que retomou o nome original) sofreu um golpe do qual jamais se recuperaria: perdeu 16 pontos no Campeonato Paranaense pela escalação irregular do atacante Getterson e acabou desistindo também da disputa da Série D. O impacto foi tamanho que os donos resolveram encerrar as atividades em definitivo.

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