O Grupo LeoDias de Comunicação divulgou uma nota, nesta sexta-feira (9), na qual informa que Thiago Miranda iniciou processo de transferência da participação societária minoritária no fim de 2025. O empresário é suspeito de envolvimento no pagamento de influenciadores que teriam sido contratados para atacar o Banco Central após o órgão decretar a liquidação do Banco Master. Com informações do Metrópoles.
No comunicado, o Grupo LeoDias de comunicação esclareceu que a Agência MiThi, de Thiago Miranda, “não possui qualquer relação com o portal LeoDias, conforme já afirmado publicamente pelo jornalista Leo Dias”.
A empresa afirmou que Thiago Miranda atuou como CEO do Grupo LeoDias até junho de 2025, “não mantendo, desde então, qualquer função de gestão, decisão ou representação em nome da empresa”. “Além disso, o processo de transferência de sua participação societária minoritária encontra-se em andamento desde o final do ano passado”, declarou.
A nota diz que, em razão dos “acontecimentos recentes”, o Grupo LeoDias adotou todas as providências cabíveis para a conclusão definitiva “dessa transferência”.
“Ressalta-se que todas as atividades, contratos e operações da Agência MiThi são integralmente independentes do Grupo LeoDias, inexistindo qualquer vínculo entre as empresas”, enfatizou.
O Grupo LeoDias declarou, ainda, que “reforma seu compromisso com a transparência, a ética jornalística e a correta prestação de informações ao público”.
Apuração
A Polícia Federal (PF) analisa preliminarmente as denúncias envolvendo a suposta contratação de influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o BC.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificou, no final de dezembro, volume considerado fora do padrão de postagens nas redes sociais relacionado à liquidação do Banco Master, com menções diretas à entidade e a seus representantes.
Thiago Miranda seria responsável pelo pagamento de ao menos dois influenciadores contratados para divulgação das informações que seriam contra o Banco Central.