O delegado de Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE – sigla em inglês), em Miami, deixará o país e deve retornar ao Brasil. A informação, confirmada pelo Metrópoles, ocorre uma semana após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
A informação é do portal Metrópoles. Marcelo Ivo ocupa a função desde agosto de 2023. Na PF há 22 anos e 11 meses, ele foi delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado em São Paulo (março de 2018 a maio de 2021) e superintendente da Polícia Federal na Paraíba (fevereiro de 2022 a janeiro de 2023).
Na quinta-feira da semana passada, a PF se reuniu com as autoridades norte-americanas, em Miami, para entender as condições da soltura de Ramagem.
Os investigadores brasileiros foram pegos de surpresa com a liberdade do ex-deputado dois dias após a prisão pelo ICE. Marcelo Ivo esteve presente na reunião com o ICE.
O Metrópoles procurou a Polícia Federal, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto.
O ex-deputado Alexandre Ramagem, que também foi delegado da PF, foi preso na segunda-feira (13) e encaminhado a um centro de detenção, onde permaneceu em uma cela separada.
Dois dias depois, no entanto, seu nome não constava mais nos registros do sistema prisional nem na base de dados do serviço de imigração.
Segundo o blogueiro Paulo Figueiredo, que acompanha a tramitação do caso, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não precisou pagar fiança para ser liberado.
As autoridades brasileiras também preparavam um portfólio com informações sobre a situação de Ramagem e sua entrada ilegal nos EUA.
O dossiê seria entregue ao Enforcement and Removal Operations, setor responsável por ações de deportação, para acelerar o processo e impedir que o ex-diretor da Abin saísse da prisão, mas, agora, a PF avalia o que fazer com o material juntado.
Foragido
Ramagem está nos Estados Unidos sem um passaporte válido. Além de avaliar o pedido de asilo, os Estados Unidos também analisam uma solicitação de extradição feita pela Embaixada do Brasil em Washington. Figueiredo disse que a detenção dele não teve a ver com esse pedido.
O parlamentar cassado fugiu para os Estados Unidos em setembro do ano passado, ainda durante o curso da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o país pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR).