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Moradores de Mãe Luíza e da Vila de Ponta Negra denunciam que os ônibus do transporte público não estão circulam dentro das comunidades. As duas localidades registraram ataques durante a onda de ações criminosos que atingem cidades do Rio Grande do Norte nos últimos nove dias.
Por causa dos ataques, o transporte público circula com frota emergencial e horário reduzido desde a última sexta (17) em toda a capital potiguar.
Como informou o G1, em Mãe Luíza, bairro localizado na Zona Lesta da capital potiguar, o transporte público não está passando pela principal via do bairro, a Avenida João XXIII. Com isso, os moradores precisam caminhar até a avenida Hermes da Fonseca, no bairro Petrópolis, para ter acesso aos ônibus que fazem as linhas do bairro.
O sentimento na comunidade é de desamparo. A dona de casa Solange Almeida relata as dificuldades que os moradores têm enfrentado nos últimos dias, após o início dos ataques. "Estamos abandonados aqui em Mãe Luiza. Sem transporte, sem coleta de lixo. Estou indo para o médico e precisei descer o morro e caminhar até aqui [avenida Hermes da Fonseca] para pegar um ônibus", disse Solange Almeida.
A situação é bem parecida na Vila de Ponta Negra, Zona Sul de Natal. A comunidade fica localizada em um dos bairros mais visitados por turistas que vêm a Natal.
Os moradores disseram que, nos últimos dias, as linhas de ônibus circulam apenas até a Rota do Sol. desse ponto em diante é preciso ir caminhando. "Eu peguei o 54 na segunda-feira (20) acreditando que seguiria até em casa. Eu soube que ia ter que descer na Rota do Sol depois que uma passageira perguntou se o ônibus ia até a Vila e o motorista informou que não. O jeito foi seguir o caminho a pé", disse a tatuadora Anna Luiza Pereira.