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Política

PF já abriu mais de 800 inquéritos por crimes eleitorais em 2026

urna | Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil
 

A Polícia Federal (PF) já instaurou 833 inquéritos para apurar crimes eleitorais nas eleições de 2026. Os dados constam no painel de monitoramento da corporação, atualizado até o fim de julho. A informação é da Revista Oeste.

O Maranhão lidera o número de investigações, seguido por Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo. O Acre é o único Estado que ainda não registra ocorrências.

 

A maior parte das apurações começou por iniciativa da própria PF. Ao todo, 829 inquéritos foram instaurados por meio de portarias. Apenas quatro tiveram origem em prisões em flagrante, o que mostra que as investigações decorreram principalmente de denúncias, informações preliminares e diligências da corporação.

PF concentra investigações em alguns Estados

Embora haja registros em praticamente todo o país, os inquéritos se concentram em alguns Estados. 

Confira onde a PF abriu mais investigações:

  • Maranhão: 98;
  • Rio de Janeiro: 87;
  • Ceará: 83;
  • São Paulo: 69;
  • Paraná: 53;
  • Rio Grande do Sul: 41;
  • Tocantins: 36;
  • Rio Grande do Norte: 35;
  • Piauí: 33;
  • Paraíba: 29;
  • Goiás: 28;
  • Pará: 28;
  • Pernambuco: 25;
  • Distrito Federal: 24;
  • Espírito Santo: 24;
  • Minas Gerais: 21;
  • Bahia: 21; e
  • Amazonas: 15.

Até o momento, apenas o Acre não registra inquéritos relacionados às eleições de 2026.

Falsidade ideológica lidera apurações

A falsidade ideológica eleitoral é o crime mais investigado pela PF, com 291 inquéritos. Na sequência aparecem a inscrição fraudulenta de eleitor, com 223 casos, e a corrupção eleitoral — que inclui compra e venda de votos —, com 129 investigações.

A corporação também apura 76 inquéritos por crimes contra a honra na propaganda eleitoral, 58 por apropriação indébita de recursos de campanha e 42 por violência política de gênero ou raça.

Segundo a PF, esses crimes são enquadrados principalmente no Código Eleitoral. As penas variam de detenção à reclusão de até seis anos, além de multa. Dependendo do caso, a Justiça Eleitoral também pode aplicar sanções como cassação de registro, perda de mandato e declaração de inelegibilidade.

O painel da corporação também mostra oscilações no número de ocorrências ao longo do ano. Os maiores picos foram registrados no início de fevereiro e em meados de julho, quando a PF abriu 16 investigações em um único dia, reflexo da intensificação da fiscalização durante o período eleitoral.

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