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Política

PGR foi contra apreensão de dinheiro e relógios de Jaques Wagner

 Jaques Wagner (PT-BA)

A PGR (Procuradoria Geral da República) se manifestou contra o pedido da PF(Polícia Federal) para apreender dinheiro em espécie, joias e outros itens de luxo em operação de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). O parecer foi endereçado ao relator do caso, ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 16 de junho, 2 dias antes da ação da 9ª fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o congressista. O caso tramita sob sigilo. A informação é do Poder 360.

A PF pediu autorização para apreender dinheiro em espécie acima de R$ 20.000, em moeda nacional ou estrangeira, além de obras de arte, joias, veículos, aeronaves e outros itens de alto valor encontrados na posse dos investigados. A PGR classificou o pedido como prematuro. Segundo o parecer, a existência de bens de valor em um imóvel não configura crime por si só.

O parecer diz que a apreensão de bens não contribuía para o objetivo da fase atual da investigação, que visava à busca de evidências documentais. De acordo com o texto, a medida provocaria repercussão social e midiática desnecessária.

A PGR também se opôs à realização de busca e apreensão no gabinete de Wagner no Congresso Nacional. Segundo o parecer, a medida deveria se restringir ao endereço residencial do senador e a escritórios descentralizados. O documento define a entrada de agentes no ambiente legislativo como ingerência de um Poder sobre outro.

A representação da PF cita presentes e ingressos de show recebidos pelo senador, oferecidos por outro investigado, além de viagens em aeronave particular a uma ilha no litoral baiano. A PGR descartou suspeitas nesses episódios. 

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