O senador Rogério Marinho divulgou, nesta quinta-feira (15), uma nota pública em que critica diretamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha, em Brasília. Para o parlamentar, a medida representa abuso de autoridade e desrespeito a garantias legais.
Na nota, Rogério Marinho afirma que, desde o início do processo, direitos básicos vêm sendo ignorados. O senador também compara a situação de Bolsonaro ao tratamento dado a criminosos comuns, dizendo que traficantes e assassinos recebem condições mais humanas do Estado.
O parlamentar destaca ainda que, diante da idade e das comorbidades do ex-presidente, a transferência para a Papudinha não seria adequada e responsabiliza a Justiça por qualquer eventual dano à integridade física do ex-presidente.
Veja a nota na íntegra:
NOTA PÚBLICA
O que se faz contra o presidente Jair Bolsonaro não é justiça. É justiçamento.
O ministro Alexandre de Moraes ignorou desde o início do processo garantias básicas: juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível.
Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar. Como capitão da reserva, no limite, em prisão militar. Se essa condução arbitrária continuar, qualquer dano a Bolsonaro, a exemplo do que houve com Clezão, será responsabilidade direta da Justiça.
Isso não é justiça. É arbítrio.
Brasília, 15 de janeiro de 2026.
Rogério Marinho