Oferecimento:

Logo 96FM

som+conteúdo

Política

Toffoli prorroga investigações sobre Banco Master por 60 dias

Dias Toffolli | Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Dias Toffoli (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou nesta sexta-feira, 16, por mais 60 dias a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) no caso do Banco Master. A informação é do O Antagonista.

A decisão atende solicitação da própria PF.

“Considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas”, escreveu o ministro no despacho.

No Supremo, Toffoli é o relator do inquérito que apura um suposto esquema de irregularidades envolvendo a instituição financeira, liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.

Tudo muito esquisito

A condução do caso por Toffoli é esquisita desde o motivo que levou a questão para o STF — a citação do nome de um deputado numa intenção de compra de imóvel que não se concretizou.

Desde então, o ministro decretou sigilo absoluto, marcou uma acareação que não tem previsão legal, contra indicação do Ministério Público Federal, e decretou que todas as apreensões da segunda fase da Compliance Zero fossem lacradas no STF.

Toffoli voltou atrás das decisões sobre a acareação e a lacração das provas, mas indicou perguntas a Daniel Vorcaro, dono do Master, e mandou recados para a PF e o Banco Central, numa condução caótica do caso.

Família

Para piorar, reforçam-se a cada dia os laços de familiares do ministro com o Banco Master.

O empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, é um dos donos de um fundo de investimentos que aportou 6,6 milhões de reais no resort Tayayá.

O empreendimento teve entre seus principais acionistas familiares do relator do caso do Master, que, não bastasse, viajou com um dos advogados que atuam no caso para a final da Libertadores, no Peru.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado