O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter acesso aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular pessoal do banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que era relator do caso Master. A informação é do O Antagonista.
Ao G1, o gabinete de Toffoli afirmou que o material só chegou ao Supremo após o colega, ministro André Mendonça, assumir a relatoria dos processos.
As mensagens encontradas pela PF levaram à deflagração da 3ª fase da Operação Compliance Zero nesta semana, autorizada por Mendonça.
Segundo o gabinete, “até o dia 12 de fevereiro de 2026, o material retirado dos aparelhos celulares apreendidos não havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal”.
“Devendo-se salientar que a última decisão por mim proferida nestes autos, em 12 de janeiro de 2026, foi justamente para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material ao Supremo”.
O gabinete afirmou ainda que, no período em que Toffoli, o magistrado autorizou “todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República” e que “as investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos e nenhum pedido de nulidade foi deferido”.
Troca de relatoria
Mendonça assumiu a relatoria do caso após o ministro Dias Toffoli deixá-la a pedido.
Toffoli estava à frente da investigação desde novembro de 2025.
A saída foi motivada por relatório da Polícia Federal que apontou menções ao ministro em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.
O conteúdo dessas mensagens permanece sob segredo de Justiça.