O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (20) que irá assinar um decreto impondo uma nova tarifa global adicional de 10% sobre produtos importados e revelou que recorrerá a “alternativas” para aplicar tarifas, após a Suprema Corte dos EUA derrubar seu pacote tarifário anterior. Com informações do Metrópoles.
Segundo Trump, a nova medida será baseada na Seção 122 da legislação comercial norte-americana e se somará às tarifas já existentes.
“Hoje eu assino uma ordem para impor um tarifário global de 10%, sob a Seção 122, sobre e em cima dos tarifários normais que já estão carregados”, declarou. Ele acrescentou que também iniciará investigações sob a Seção 301 e outros dispositivos legais para proteger o país de práticas comerciais “injustas” de outros países e empresas.
O republicano afirmou ainda que existem alternativas legais que poderiam gerar mais receita do que os poderes de emergência atualmente limitados. “Outras alternativas serão usadas para substituir aquelas que o tribunal rejeitou incorretamente. Temos alternativas”, disse, destacando que essas novas opções foram “aprovadas pela decisão” do tribunal.
“Agora vou seguir uma direção diferente, provavelmente a que deveria ter seguido desde o início”, afirmou, acrescentando que ela é “ainda mais forte do que a escolha original”.
Decisão da Suprema Corte
A coletiva ocorreu horas após a Suprema Corte considerar que Trump violou a lei federal ao impor unilateralmente tarifas globais sem autorização clara do Congresso, em uma decisão por 6 votos a 3 que representa uma derrota histórica para a Casa Branca.
O tribunal concluiu que as medidas econômicas adotadas pelo presidente excederam os limites legais, ainda que não tenha definido o destino dos mais de US$ 130 bilhões já arrecadados com as tarifas.
Trump classificou o veredicto como “decepcionante” e direcionou críticas diretas a integrantes da Corte. “A decisão do Supremo sobre tarifas é muito decepcionante. Estou desapontado com certos membros da Corte, absolutamente desapontado por não terem a coragem de fazer o que é certo para o nosso país”, afirmou.