Uma vacina usada há anos contra herpes-zóster pode ter um novo papel no futuro: ajudar na prevenção do Alzheimer. A hipótese aparece em estudo liderado pela Universidade de Exeter, publicado na revista Alzheimer’s Research & Therapy, que analisou 80 medicamentos já aprovados para avaliar possível reaproveitamento.
Três foram considerados prioritários para novos testes: a vacina contra herpes-zóster (Zostavax), o sildenafil (Viagra) e o riluzole. Entre eles, a vacina se destacou por ter segurança conhecida, possível ação no sistema imunológico e indícios de que pessoas vacinadas podem ter menor risco de demência.
Os autores reforçam que ainda não há comprovação de prevenção do Alzheimer. O próximo passo são ensaios clínicos para confirmar se o efeito existe. Por enquanto, a vacina segue indicada apenas para herpes-zóster.