O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deve deixar a relatoria do caso do Banco Master muito em breve. Diante do pedido da Polícia Federal, apresentado ao presidente do STF, Edson Fachin, interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de ministros do próprio STF disseram que cresceu nas duas instituições a defesa de que o ministro Dias Toffoli se afaste do caso como forma de distensionar a pressão sobre os dois órgãos.
Segundo reportagem da coluna de Caio Junqueira, da CNN Brasil, a expectativa tanto na PGR quanto no STF é de que na reunião da tarde dessa quinta-feira (12) na corte Toffoli seja aconselhado a se afastar. Se ele rejeitar, fontes próximas a Gonet avaliam que ele já considera reverter sua posição até agora no caso de não se posicionar pelo seu afastamento.
Pela legislação, só o próprio Toffoli ou a PGR podem arguir a suspeição dele. Há uma terceira possibilidade de o presidente do STF admitir a suspeição e levar sua decisão para análise dos demais ministros. Essa hipótese até agora está descartada.
Gonet vem controlando a pressão interna e segurando os pedidos de parlamentares para que julguem Toffoli suspeito. Procuradores com que a CNN conversou nesta quinta-feira apontam que a ampla maioria da categoria defende o afastamento de Toffoli.