Antes mesmo da confusão na CPMI do INSS (veja no vídeo abaixo), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha".
A notícia é do G1. Essa autorização foi dada antes da aprovação da quebra de sigilo bancário pela CPMI do INSS. Fábio é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A decisão de Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal e está sob sigilo. A autorização para acesso aos dados ocorreu ainda em janeiro deste ano.
A Polícia Federal apontou ao Supremo que as investigações sobre desvios em descontos de aposentados e pensionistas do INSS revelam citações a Fábio Luís. A informação foi revelada pelo jornal "Estado de S. Paulo".
A TV Globo também teve acesso a trechos do relatório. A PF indicou que o filho do presidente pode ter atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado como principal operador do esquema do INSS.
Os investigadores sustentam que as menções a Fábio Luís surgiram por terceiros e que não há elemento sobre uma participação direta nos fatos do inquérito.
O elo entre Lulinha e o Careca do INSS seria a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão da Operação Sem Desconto, que apura os desvios do INSS.
"Em investigações policiais, tais afirmações devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas. Nesse cenário, as referências colhidas até o momento apontam para menções realizadas por terceiros e vínculos indiretos, que sugerem a possível participação de Fábio Lula em movimentações destinadas a fomentar projetos empresariais de Antônio Camilo", diz um dos trechos do documento.
'Eventualmente confirmadas as citações e hipóteses criminais levantadas, e uma vez deferidas e cumpridas as medidas cautelares propostas neste representação, a Polícia Federal adotará todas as providências necessárias ao fiel cumprimento de sua missão constitucional: entregar a verdade dos fatos aos legitimados da persecução penal, livre de interferências externas ou narrativas políticas, assegurando que nenhuma injustiça seja cometida, considerando a polarização política existente no país", prossegue.