Após várias semanas sem sessão no Congresso Nacional, os parlamentares voltaram ao trabalho no plenário e, claro, o assunto "CPMI" ou "CPI" do Banco Master foi o principal tema. Tanto que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi obrigado a sair do estado de acomodação para se pronunciar sobre o tema e, como todos já esperava, negar a instalação de qualquer Comissão neste momento - assista no vídeo acima:
"Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender a demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação", disse Alcolumbre.
Na sessão, parlamentares defenderam que a instalação é um rito automático após o preenchimento das assinaturas mínimas. Dentre os que falaram de forma mais dura, estão os senadores Rogério Marinho, Eduardo Girão e o próprio Flávio Bolsonaro, que disse desafiar PT e Daniel Vorcaro a sentarem na CPI e provar qualquer ligação entre ele (Flávio) e o Banco Master.
Alcolumbre, no entanto, argumentou que a decisão é um “ato discricionário” do presidente do Congresso. Para a apresentação oficial, um pedido de CPMI deve ter o apoio de ao menos 27 senadores e 171 deputados.
“Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da Presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário da Presidência da Mesa do Congresso Nacional”, disse o senador.