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Cidades

Prefeitura do Natal rebate relatório da Funpec que aponta perda definitiva de 40% do aterro hidráulico de Ponta Negra

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A Prefeitura do Natal se manifestou sobre o relatório técnico da Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec/UFRN), que analisou a evolução da engorda da Praia de Ponta Negra a partir de medições realizadas entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026.

De acordo com o estudo, houve redução de 39,27% no volume de sedimentos acima da linha d’água na área monitorada, o que corresponde a uma diminuição de cerca de 400,9 mil metros cúbicos no período analisado. O levantamento também identificou maior variação no trecho próximo ao Morro do Careca, além de diferenças entre as três áreas avaliadas: Via Costeira, trecho central de Ponta Negra e entorno do Morro do Careca.

Em nota de esclarecimento, a gestão municipal afirmou que o relatório não conclui perda definitiva de 40% do aterro hidráulico. Segundo a prefeitura, a análise se restringe à faixa da praia e as variações observadas estão relacionadas à dinâmica natural de transporte e redistribuição de sedimentos ao longo da orla, sem indicar saída do material do sistema costeiro.

A administração municipal também destacou que, conforme o próprio relatório, ainda não é possível determinar com precisão a origem e o destino dos sedimentos, o que dependeria de estudos complementares. A prefeitura reforçou ainda a necessidade de cautela na interpretação dos dados, para evitar conclusões antecipadas sobre o comportamento da área.

Nota de esclarecimento na Íntegra

Sobre o relatório produzido pela Funpec e que aborda o aterro hidráulico de Ponta Negra, temos a esclarecer os seguintes pontos:

O relatório citado não afirma que houve perda definitiva de 40% do aterro hidráulico. A análise realizada refere-se exclusivamente à faixa da praia e, ainda assim, em uma redução associada à dinâmica natural de transporte e redistribuição de sedimentos ao longo da orla, sem representar a saída desse material do sistema costeiro.

Conforme destacado no próprio relatório técnico, é prematuro determinar com precisão origem, transporte e destino dos sedimentos, o que demandará estudos técnicos complementares.

Ressaltamos, por fim, ser fundamental uma avaliação criteriosa sobre dados tecnicamente tão rigorosos, a fim de evitar conclusões precipitadas, inconsistentes ou entendimentos distorcidos sobre o andamento do projeto.

Com informações de Blog do BG

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