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Diógenes Dantas


Queimou o filme

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O empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, destinou R$ 61 milhões ao financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, segundo o The Intercept Brasil, com confirmação da Folha de São Paulo. A reportagem também aponta que o senador Flávio Bolsonaro pediu mais recursos ao empresário em mensagens de áudio.

Após a divulgação, Flávio confirmou o pedido de dinheiro, mas negou qualquer vantagem indevida. Em nota, afirmou que buscava “patrocínio privado para um filme privado” sobre o pai e defendeu a instalação de uma CPI para apurar o caso.

Mensagens atribuídas ao senador indicam preocupação com atrasos nos pagamentos da produção. Em uma delas, ele menciona o risco de “calote” em nomes do cinema internacional, como o ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro, e o diretor Cyrus Nowrasteh.

Procurado pelo Intercept, Flávio não comentou. Ao ser questionado pelo site ao deixar o STF, reagiu dizendo que a informação era “mentira” e deixou o local em seguida.

As mensagens teriam sido enviadas dias após o Banco Central vetar a venda do Banco Master ao BRB. A liquidação da instituição ocorreu em novembro, mês em que Vorcaro foi preso pela primeira vez.

Segundo a reportagem, o valor total negociado com a família Bolsonaro chegaria a R$ 134 milhões, sem comprovação de repasse integral. Parte dos recursos teria sido transferida por meio de uma empresa para um fundo sediado no Texas, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.

Pense numa “queimação de filme”!

 


 

Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou que buscou patrocínio privado para o filme, mas negou qualquer irregularidade ou recebimento de vantagens. O senador sustenta que não houve uso de recursos públicos nem intermediação com o governo.

A defesa também tenta estabelecer um contraste político, ao citar supostas relações entre integrantes do governo federal e o empresário mencionado, elevando o tom do embate entre oposição e base governista.

A seguir, a íntegra da nota divulgada por Flávio Bolsonaro:

Nota do Flávio Bolsonaro à imprensa

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.

O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

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