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Diógenes Dantas


Quem aceita bater esteira para Zenaide?

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A senadora Zenaide Maia iniciou a caminhada pela reeleição apostando numa estratégia clara: buscar os votos do centro sem romper as ligações históricas com o campo da esquerda.

Diante do favoritismo de Styvenson Valentim — seu colega de Senado e também candidato à renovação do mandato —, Zenaide sempre soube que precisaria performar bem tanto no primeiro quanto no segundo voto do eleitor.

No início da corrida, sua principal adversária era a governadora Fátima Bezerra, que planejava deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado.

Como Fátima perdeu as condições políticas para se desincompatibilizar do governo, Zenaide avaliou que o campo progressista estava livre para colher os apoios necessários.

Naquele momento, com a parceria garantida com o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e a aliança fechada com a federação União Progressista, a senadora considerou que a melhor estratégia seria uma candidatura solo ao Senado, sem ninguém para lhe fazer sombra no mesmo palanque.

A primeira vítima dessa estratégia foi o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que se filiou ao União Brasil na expectativa de disputar o Senado, cargo que sempre almejou.

Zenaide vetou claramente o nome de Carlos Eduardo — algo negado publicamente, mas confirmado nos bastidores — para evitar que o ex-prefeito lhe criasse dificuldades na disputa.

Mas as placas tectônicas da eleição para o Senado se moveram com o lançamento das pré-candidaturas de Samanda Alves, pelo PT, e de Rafael Motta, pelo PDT.

A dobradinha dos dois tem potencial para capturar parte significativa dos votos da esquerda, justamente o eleitorado que Zenaide também disputa.

Some-se a isso o crescimento das intenções de voto em Coronel Hélio no campo da direita, indicando competitividade para o nome mais identificado com o bolsonarismo nesta eleição.

Para conter a sangria de apoios, especialmente no campo da esquerda, Zenaide foi convencida de que precisa de um parceiro ou parceira na disputa pelas duas vagas ao Senado.

De preferência, alguém disposto a bater esteira sem ameaçar sua reeleição.

Depois de dar um chega para lá em Carlos Eduardo Alves, a senadora confirmou que não disputará a eleição em chapa solo.

O nome que fará a dobradinha deverá ser anunciado até quinta-feira.

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