O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu arquivar um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para investigar as relações de uma empresa ligada a uma ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Carla Ariane Trindade, com o Ministério da Educação.
A noticia é de BRUNA PRAUXIS. Segundo a decisão, a peça apresentada pelo parlamentar não apresenta “indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade” e é fundamentada em matérias jornalísticas.
O tribunal informou também que a unidade técnica do órgão realizou consultas em bases oficiais e não identificou contratos ou pagamentos envolvendo a empresa que estaria ligada à ex-nora em questão.
“Considerando que as alegações relativas à governança interna do Ministério da Educação, ao acesso de terceiros a dependências oficiais e a eventual reunião não registrada em agenda oficial extrapolam o escopo da unidade técnica especializada em contratações e, tal como apresentadas, não demonstram, por si sós, matéria apta a ensejar a atuação deste Tribunal no presente feito”, detalhou o documento.
Apesar da negativa do TCU, Trindade segue sendo investigada pela Polícia Federal. Em novembro de 2025, ela foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela corporação durante a Operação Coffee Break, que apura suspeitas de fraudes em licitações públicas.
O inquérito teve início após a constatação de irregularidades em licitações vencidas pela empresa Life Tecnologia Educacional, de pequeno porte, que movimentou valores muito superiores à sua capacidade operacional e estaria ligada à ex-nora do presidente.