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Diógenes Dantas


Allyson completa um terço das visitas aos 167 municípios do Rio Grande do Norte

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Allyson Bezerra transformou sua pré-campanha numa espécie de maratona pelo Rio Grande do Norte.

Com o programa “167 razões para acreditar”, o ex-prefeito de Mossoró já percorreu mais de 50 municípios.

Na sexta-feira, esteve em Serra Negra do Norte, São Vicente, Florânia e Tenente Laurentino Cruz. Nesta segunda-feira, deverá atingir a marca de um terço do roteiro planejado.

É claro que percorrer o estado não é novidade em ano eleitoral. Todos os pré-candidatos fazem isso — estão fazendo isso nesse momento.

A diferença está na maneira como Allyson decidiu organizar sua estratégia.

Em vez de visitas esporádicas ou agendas pontuais, ele criou um projeto com começo, meio e fim, transformando cada parada em conteúdo para as redes sociais e cada município em um capítulo de uma narrativa eleitoral cuidadosamente construída.

A lógica é simples: chegar antes, aparecer mais e criar familiaridade com o eleitorado antes mesmo do início oficial da campanha.

O movimento chama atenção porque Allyson não está percorrendo o estado para se apresentar como uma novidade política.

Líder em boa parte das pesquisas e respaldado por um bloco partidário expressivo, o ex-prefeito de Mossoró parece ter outro objetivo: transformar vantagem eleitoral em enraizamento político.

Sua principal força política continua sendo a imagem construída em Mossoró e a elevada aprovação de sua gestão. Por isso, ampliar conhecimento e presença no interior tornou-se uma necessidade estratégica.

Não por acaso, os adversários passaram a mirar justamente esse ponto. Cadu Xavier critica o que considera uma política excessivamente voltada para vídeos e redes sociais — "conhece muito de TikTok, de Instagram e de fazer videozinho com inteligência artificial" — diz o petista.

Já Álvaro Dias tem pontuado que Allyson tenta transitar por caminhos puramente estéticos sem se posicionar com clareza ideológica.

Aliados de Álvaro também sugerem que as caminhadas performáticas tentam esconder a falta de palanques e grupos políticos tradicionais robustos que sustentem a candidatura em todas as regiões.

Rogério Marinho também já ironizou a estética adotada pelo prefeito em algumas agendas — criticou o uso do “chapéu esquisito”.

As críticas variam de tom, mas convergem num aspecto: todos perceberam que Allyson conseguiu transformar sua pré-campanha numa agenda permanente de exposição política.

A ponto de o movimento despertar o interesse de João Santana antes mesmo de o marqueteiro baiano formalizar sua participação como consultor do projeto.

No fim das contas, a pergunta que os adversários tentam responder é menos sobre quantos municípios Allyson já visitou e mais sobre o efeito que essa peregrinação produzirá quando a campanha começar oficialmente.

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