O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do governo no Congresso, prestem esclarecimentos sobre a acusação de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A informação é destaque no portal Metrópoles.
Em 27 de março, Soraya e Lindbergh apresentaram uma notícia-crime à Polícia Federal contra Gaspar. Segundo os parlamentares, eles teriam recebido documentos relatando um suposto caso de estupro envolvendo uma menina de 13 anos que teria engravidado e posteriormente dado à luz.
O episódio teria ocorrido há cerca de oito anos. Na representação encaminhada à PF, porém, os parlamentares não apresentaram provas públicas que sustentassem a acusação, alegando a necessidade de preservar a identidade da suposta vítima e de seu filho.
Diante disso, Gilmar Mendes determinou que Soraya forneça informações capazes de auxiliar na apuração, incluindo dados sobre a criança, como nome, data e local de nascimento, além de outros elementos considerados relevantes para esclarecer o caso.
Desde que as acusações vieram a público, Alfredo Gaspar nega as denúncias. O deputado acionou o Supremo contra Soraya e Lindbergh e chegou a disponibilizar seu DNA para eventual investigação.
Gaspar também divulgou um vídeo no qual uma mulher afirma não ser filha dele e aponta um primo do deputado como seu pai.
Na ocasião, o parlamentar classificou as acusações como falsas e irresponsáveis e afirmou que se trataria de uma tentativa de desviar a atenção das investigações da CPMI do INSS.
Enquanto as partes trocam acusações, o caso agora ganha um novo capítulo no Supremo. A determinação de Gilmar Mendes coloca sobre os autores da denúncia a responsabilidade de apresentar elementos concretos que permitam às autoridades verificar o que, até aqui, permanece no campo das alegações.