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Ciro Marques


[VIDEO] Rogério Marinho destaca crescimento de Flávio e afirma que Lula "perdeu capacidade de governar"

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O senador Rogério Marinho (PL-RN) classificou a rejeição de Jorge Messias pelo Senado Federal como o equivalente a um "voto de desconfiança" parlamentarista, em entrevista ao programa Contraponto, da 96 FM, com o jornalista Diógenes Dantas. "Em 130 anos de República, foi a primeira vez que o Senado rejeitou uma indicação para o Supremo Tribunal Federal. Se vivêssemos no parlamentarismo, esse governo teria caído", afirmou. Para ele, o episódio marcou o fim prático da capacidade de articulação e governabilidade de Lula. "Alguns falam até em humilhação", acrescentou.

Marinho identificou dois recados simultâneos na votação. O primeiro é a derrota política de Lula, que não conseguiu reunir os votos necessários para emplacar seu indicado na mais alta corte do país, expondo a fragilidade de sua relação tanto com o Senado quanto com a Câmara Federal. O segundo, e para Marinho igualmente importante, é a reação do Congresso contra o que chamou de "hipertrofia" do STF. "O Congresso está extremamente incomodado com o gigantismo do Supremo, que invade competências e prerrogativas do Poder Legislativo", declarou.

O senador conectou a crise institucional ao cenário eleitoral. Na sua leitura, um presidente que perde a capacidade de indicar um ministro ao Supremo é um presidente que já não governa de fato. A rejeição de Messias, combinada com a resistência do Congresso nas CPIs e o desgaste econômico do governo, compõe o quadro de um mandato em decomposição. "Lula perdeu a governabilidade. E as pessoas sentem isso no supermercado, não apenas em Brasília", afirmou Marinho, atando a crise política à crise de bolso dos brasileiros.

Marinho encerrou dizendo que a nova indicação de Lula ao STF será um teste definitivo. Se o presidente insistir em nomes alinhados ao projeto de poder petista, enfrentará nova resistência. Se recuar, admitirá publicamente a derrota. "O Senado deu o recado. Agora é ver se Lula entendeu", concluiu.

 

 

 

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