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Economia

Combustíveis registram aumento de preços em Natal, aponta Procon

Posto de combustível | Posto de gasolina | Foto: Prefeitura de Natal

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal realizou uma pesquisa de preços de combustíveis na cidade de Natal nesta segunda-feira (12), no mês de janeiro. A primeira pesquisa do ano identificou um aumento de 13,62% em relação à última pesquisa do ano passado. Todos os combustíveis apresentaram aumento, à exceção do gás veicular, que manteve o mesmo preço médio praticado anteriormente: R$ 5,05.

O estudo abrangeu as quatro regiões da capital e analisou os preços praticados em 87 postos de combustíveis, contemplando todas as áreas da cidade. Nos dois últimos meses do ano passado, a pesquisa havia identificado queda no preço da gasolina, com valores médios de R$ 6,04 em novembro e R$ 5,79 em dezembro, respectivamente.

Em comparação com o preço médio da gasolina comum praticado em janeiro de 2025, que era de R$ 6,13, e o registrado em janeiro de 2026, de R$ 6,58, o aumento foi de 7,34%, representando um custo adicional de R$ 0,45 para o consumidor. A mesma tendência foi observada nos demais combustíveis. O diesel S-10, que no mesmo período do ano passado custava R$ 6,18, apresentou preço médio atual de R$ 6,45, um aumento de 4,36%, com acréscimo de R$ 0,27. Para o etanol, a diferença foi ainda maior, com aumento de 25,79%. Em janeiro de 2025, o combustível custava, em média, R$ 4,42, e atualmente está sendo comercializado a R$ 5,56, gerando um custo adicional de R$ 1,14.

No início do ano, os combustíveis sofreram reajuste em todo o país a partir de 1º de janeiro de 2026, em razão da atualização do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), aprovada pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária). O reajuste elevou em R$ 0,10 o valor do ICMS da gasolina, passando para R$ 1,57 por litro. Esse aumento é obrigatório e visa compensar a inflação e o impacto no preço final ao consumidor. Para o diesel, o reajuste foi menor, de R$ 0,05, saindo de R$ 1,12 para R$ 1,17.

As regiões Leste e Oeste apresentaram o melhor preço médio da gasolina comum, com valor de R$ 6,56. O diesel S-10 mais barato foi encontrado nas regiões Sul e Leste, com preço médio de R$ 6,43. O etanol estava mais barato na região Norte, com preço médio de R$ 5,54. Já o melhor preço do gás natural foi registrado na região Sul, com R$ 5,02, seguido da região Leste, com R$ 5,03.

A pesquisa reforça a importância de o consumidor pesquisar antes de abastecer, uma vez que foi identificada variação significativa entre o maior e o menor preço. No caso do etanol, o maior preço encontrado foi de R$ 5,59 e o menor de R$ 5,19, este último localizado na região Norte, no bairro Potengi. A diferença representa uma variação de 7,71%, equivalente a R$ 0,40. Em relação ao mês anterior, quando o preço médio era de R$ 4,34, o aumento foi de 28,11%.

Para o diesel S-10, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, a diferença entre o maior e o menor preço foi de R$ 0,40, com valores de R$ 6,59 e R$ 6,19, sendo este último registrado também no bairro Potengi, na região Norte.

No caso da gasolina comum, foi observada uma diferença de R$ 0,24 entre o maior e o menor preço, R$ 6,69 e R$ 6,45, este último encontrado no bairro das Rocas, na zona Leste da capital, representando uma economia de 3,72% para o consumidor. O preço acima da média geral, de R$ 6,59, foi identificado em 63,21% dos postos pesquisados, enquanto apenas 27,59% apresentaram valores abaixo dessa média.

Os dados completos da pesquisa, bem como a planilha com as variações entre os maiores e menores preços por região, estão disponíveis no site do Procon Natal, no endereço www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa. O consumidor tem o direito de pesquisar o local mais barato para abastecer e, em caso de abuso econômico, pode denunciar aos órgãos de defesa do consumidor.

O Procon Natal orienta que os consumidores continuem atentos aos preços e pesquisem antes de abastecer. Caso identifiquem valores muito acima da média apontada pela pesquisa, podem formalizar denúncia mediante apresentação do cupom fiscal na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento: WhatsApp (84) 98812-3865 e e-mail [email protected], para adoção das medidas administrativas cabíveis.

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