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Diógenes Dantas


Lula parte para o vale-tudo com a família Bolsonaro

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A polarização política no Brasil tem sido marcada por uma escalada de agressões verbais e termos depreciativos de ambos os lados.

Ao longo das últimas campanhas e dos embates públicos mais recentes, lideranças associadas ao bolsonarismo recorreram frequentemente a xingamentos e rótulos pesados para atacar Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre os principais termos e insultos direcionados ao petista estão:

Ladrão, corrupto e chefe de quadrilha — numa referência à Lava Jato.

Lula também já foi chamado de pinguço, vagabundo e ex-presidiário.

O termo não existe no vocabulário jurídico nem nos dicionários. Ainda assim, os bolsonaristas adoram chamar o petista de “descondenado”.

Ontem, Lula usou a mesma régua do bolsonarismo ao chamar o presidenciável Flávio Bolsonaro de “imbecil”.

Ao comentar a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o petista subiu o tom:

— Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores — afirmou.

O tom adotado pelo presidente da República não é recomendável e merece censura. As agressões tendem apenas a crescer de lado a lado, estimulando um ambiente cada vez mais hostil entre os apoiadores deste ou daquele grupo político.

As declarações de Lula contribuem para alimentar a polarização neste ano eleitoral.

E esta parece ser a estratégia do petista para buscar um quarto mandato: enfrentar a família Bolsonaro em um verdadeiro vale-tudo.

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